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A televisão surge, no contexto do mundo moderno, como uma referência para as pessoas que se sentiam perdidas nas grandes cidades. No caso do Brasil, essas características, aliadas ao discurso voltado quase que exclusivamente para a emoção, explicam o poder de penetração do veículo na nossa sociedade. Assim, a TV entra no Brasil, nos anos 50, como uma forma de suprir a demanda de um país que estava se tornando industrial e urbano. Se sentindo desamparadas, essas pessoas adotam o televisor como uma companhia para todos os momentos.
O poder da tela é tão grande que nem nós damos conta da influência que ela tem em nossas vidas. Com as imagens, mergulhamos em experiências totalmente novas. A imensa quantidade de informações visuais que o telespectador passa a ter contato diariamente faz com que o entendimento de mundo dele mude. Ele se sente parte dos acontecimentos registrados pela câmera, já que a própria televisão passa a impressão de que ele é uma testemunha ocular de tal fato.
Por isso, um meio tão complexo e que tem o poder de atingir tantas pessoas ao redor do mundo deve ser analisado com muita cautela. A televisão e os produtos que surgem a partir dela são consumidos em todos os cantos do planeta e fazer um estudo consistente demanda uma análise profunda sobre as suas características. É necessário evitar a unilateralidade e a parcialidade. Através disso, fugimos de visões reducionistas e chegamos ao objetivo principal, que é entender como funciona uma produção cultural tão apreciada dentro da nossa sociedade.